Uso de cerol em linha pode terminar em tragédia
As férias escolares de julho representam um período de lazer para crianças e adolescentes, mas também exigem atenção das famílias quanto à segurança durante as brincadeiras. Entre as atividades mais comuns está “empinar papagaio, rabiola ou curica” (nomes populares no Norte do Brasil para “Pipa”).
O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) alerta que o uso de cerol e linha chilena transforma essa diversão em uma prática criminosa, capaz de provocar acidentes graves, danos materiais e até mortes. O alerta foi reforçado pelo titular do Juizado Especial Criminal da Comarca de Macapá e presidente da Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap), juiz Augusto César Leite.
O cerol, produzido a partir da mistura de cola com vidro moído, torna a linha extremamente cortante e coloca em risco não apenas quem participa da brincadeira, mas qualquer pessoa que passe pelo local. " Já registramos casos de motociclistas com o pescoço cortado, inclusive com mortes", pontuou o magistrado Augusto César.