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Primeira mulher à frente do Sindicato dos Bancários

Jornal O Amapá | 23/09/2026

Primeira mulher à frente do Sindicato dos Bancários
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Bruna Ataíde La Guardia assumiu a presidência do Sindicato dos Bancários do Amapá para o quadriênio 2026–2030, tornando-se a primeira mulher a presidir a instituição na história do Estado. A nova diretoria foi constituída com 80% de participação feminina nos cargos de liderança, superando a meta nacional da Central Única dos Trabalhadores - CUT (mínimo de 40%) e o histórico local de 50%. 

Uma grande luta pela frente terá a nova presidente, mas ela tem a seu favor a experiência adquirida durante 13 anos trabalhando no setor, tendo exercido o cargo de secretária-geral do sindicato sempre destacando o caráter classista da entidade.

Com o tempo, Bruna Ataíde foi adquirindo habilidades essenciais para uma liderança de movimentos sindicais, o que lhe proporcionou uma visão ampla e estratégica da luta em favor dos bancários, assim como uma boa capacidade de trabalho em equipe. 

O resultado do seu esforço está na atuação nas frentes de negociação, comunicação e movimentação de base na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Foi salientado pela nova presidente a unidade da categoria e do papel histórico do sindicato na organização dos trabalhadores do ramo financeiro no Estado do Amapá.

Desafios

Entre os principais desafios apontados pela presidente, está o impacto tecnológico e o fechamento de agências físicas. No primeiro semestre de 2024, cerca de 1.500 agências foram encerradas no Brasil. A presidente afirmou que atuará no enfrentamento contra a eliminação de postos de trabalho e as reestruturações impulsionadas pela inteligência artificial.

Outra luta apontada por Bruna é a retração no atendimento que ocorre no Amapá. Ela explicou que a redução do atendimento presencial nos municípios é consequência do encerramento e restrições de agências do Bradesco, Banco do Brasil e Itaú em cidades do interior, afetando o desenvolvimento econômico local. 

Para ela, a redução do atendimento prejudica clientes, causa exclusão financeira, especialmente nas regiões mais vulneráveis; e sobrecarrega os funcionários.

“O sindicato vem com o desafio da manutenção do emprego e da valorização do atendimento humanizado para a sociedade. Afinal, os resultados são óbvios e transparentes: todo o lucro dos bancos, sejam públicos ou privados, são entregues por trabalhadores que estão à frente das agências nos atendimentos”, defendeu Bruna Ataíde.