Primeira mulher à frente do Sindicato dos Bancários
Bruna Ataíde La Guardia assumiu a presidência do Sindicato dos Bancários do Amapá para o quadriênio 2026–2030, tornando-se a primeira mulher a presidir a instituição na história do Estado. A nova diretoria foi constituída com 80% de participação feminina nos cargos de liderança, superando a meta nacional da Central Única dos Trabalhadores - CUT (mínimo de 40%) e o histórico local de 50%.
Uma grande luta pela frente terá a nova presidente, mas ela tem a seu favor a experiência adquirida durante 13 anos trabalhando no setor, tendo exercido o cargo de secretária-geral do sindicato sempre destacando o caráter classista da entidade.
Com o tempo, Bruna Ataíde foi adquirindo habilidades essenciais para uma liderança de movimentos sindicais, o que lhe proporcionou uma visão ampla e estratégica da luta em favor dos bancários, assim como uma boa capacidade de trabalho em equipe.
O resultado do seu esforço está na atuação nas frentes de negociação, comunicação e movimentação de base na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Foi salientado pela nova presidente a unidade da categoria e do papel histórico do sindicato na organização dos trabalhadores do ramo financeiro no Estado do Amapá.
Desafios
Entre os principais desafios apontados pela presidente, está o impacto tecnológico e o fechamento de agências físicas. No primeiro semestre de 2024, cerca de 1.500 agências foram encerradas no Brasil. A presidente afirmou que atuará no enfrentamento contra a eliminação de postos de trabalho e as reestruturações impulsionadas pela inteligência artificial.
Outra luta apontada por Bruna é a retração no atendimento que ocorre no Amapá. Ela explicou que a redução do atendimento presencial nos municípios é consequência do encerramento e restrições de agências do Bradesco, Banco do Brasil e Itaú em cidades do interior, afetando o desenvolvimento econômico local.
Para ela, a redução do atendimento prejudica clientes, causa exclusão financeira, especialmente nas regiões mais vulneráveis; e sobrecarrega os funcionários.
“O sindicato vem com o desafio da manutenção do emprego e da valorização do atendimento humanizado para a sociedade. Afinal, os resultados são óbvios e transparentes: todo o lucro dos bancos, sejam públicos ou privados, são entregues por trabalhadores que estão à frente das agências nos atendimentos”, defendeu Bruna Ataíde.