Silvia Waiãpi assume vaga na comissão do marco temporal do STF

O presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), indicou, na sexta-feira, 14, a deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) para a vaga de titular na comissão de conciliação que debate o Marco Temporal no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta segunda-feira, a Corte discute uma proposta de texto para alterar a lei, que trata da demarcação de terras indígenas.
A deputada Waiãpi tem acompanhando, de forma remota, todas as reuniões sobre o marco temporal no STF.
A vaga que foi assumida pela deputada Silvia Waiãpi era ocupada por um parlamentar homem e em nenhum momento a deputada Célia Xakriabá questionou a representatividade do deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO), que é branco, na mesa, visto ela estar como suplente.
Com a saída do deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO) foi convidada a deputada Silvia Waiãpi e mantendo a deputada Célia Xakriabá como suplente aonde já estava.
Xacriabá não foi retirada e nem perdeu sua posição de suplente.
Ela apenas demonstrou um ataque velado contra a outra parlamentar indígena não querendo Waiãpi na mesa.
Uma mulher indígena atacando outra mulher indígena.
A Câmara Federal manteve ambas nas discussões sobre o marco temporal no STF sendo Waiãpi como Titular e Xacriabá como suplente.
Xacriabá se retirou da discussão por votade própria.
Xacriabá tenta supostamente diante da imprensa detupar a ordem dos fatos para criar desentendimento nas negociações do qual se retirou.
Existem outros indígenas na mesa da comissão sobre o marco temporal no STF além das deputadas federais Silvia Waiãpi e Célia Xacriabá fazem parte Ysso Truka, membros da APIB e outros indígenas que são lideranças indígenas nacionais.
Xacriabá supostamente atacou apenas a deputada Silvia Waiãpi.
Entenda
A tese do marco temporal é questionada há décadas no Supremo que, em setembro de 2023, após diversas sessões de julgamento, decidiu pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação das terras indígenas.
Pouco depois, contudo, o Congresso aprovou uma nova lei para validar a tese do marco temporal. A nova legislação chegou a ser vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu como justificativa a própria decisão do Supremo, mas os vetos foram derrubados em dezembro.
A nova lei se tornou alvo de diversas contestações no Supremo, que foi provocado a reabrir os debates mesmo depois de já ter julgado em definitivo a questão, o que gerou um impasse com o Legislativo.
Relator do tema, Gilmar Mendes decidiu então abrir um processo de conciliação, no qual defendeu um “novo olhar” sobre a questão. A principal entidade representativa dos indígenas, a Associação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib), decidiu se retirar dos debates, alegando não haver garantias de proteção às comunidades tradicionais.
Via Agência Brasil