'Red Line': Força Integrada de Segurança cumpre 28 mandados de busca e desarticula grupos criminosos no Amapá
O Governo do Amapá realizou mais uma ação contundente pela defesa da população e o enfrentamento à criminalidade nesta quinta-feira, 26. Policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/AP) deflagraram a operação 'Red Line', para o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em bairros de Macapá, Santana e em unidades do sistema prisional, com o objetivo de desarticular grupos criminosos e ampliar investigações.
As incursões ocorreram em áreas previamente mapeadas e identificadas como estratégicas para a logística e execução das atividades ilícitas. O secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira, pontuou que a ação ocorre para prevenir o avanço de grupos criminosos e ampliar a sensação de segurança da população.

delegado Cézar Vieira (ao centro), secretário de Justiça e Segurança Pública
Foto: Cássia Lima/Sejusp
“É um esforço conjunto com todas as forças, federais e do estado, numa integração refinada, concentrada, e que demonstra contundência e efetividade contra os criminosos. Demonstramos que a segurança pública do Amapá preparada, valorizada e com todo o investimento realizado pelo Governo do Estado dá essa pronta-resposta ao povo amapaense”, enfatizou o secretário.
Além de residências em bairros de Macapá e Santana, as buscas também ocorreram em celas dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Segundo o delegado da Polícia Civil (PC-AP), Ismael Nascimento, todos os dispositivos eletrônicos apreendidos serão utilizados para obtenção de dados, ampliação das investigações e maior desarticulação dos grupos criminosos.
Ele ressalta que, no Iapen, não foram apreendidos celulares, somente relógios eletrônicos, um sinal claro do cerco fechado pela Polícia Penal contra criminosos dentro do sistema carcerário do Amapá.

Ismael Nascimento, delegado da Polícia Civil
Foto: Cláudio Morais/Sejusp
“Não só contra mandantes e executores, como também para quem prestava auxílio, para obtermos novas evidências e, em breve, deflagrarmos novas operações. Apreendemos diversos celulares que serão utilizados para análise. Especificamente no Iapen, foram encontrados apenas smartwatches, porque a Polícia Penal também está 'apertando' bastante na penitenciária”, detalhou Nascimento.
Atuação dos criminosos
Durante as incursões, os policiais identificaram que os grupos possuíam estrutura hierarquizada e atribuição de tarefas, entre tráfico de entorpecentes, armazenagem de armamentos e gerenciamento do dinheiro oriundo de atividades ilícitas. O delegado da Polícia Federal (PF/AP), Bruno Benassuly, descreveu o trabalho integrado entre as forças de segurança até a ativação da operação Red Line, e adiantou que as investigações continuarão.

Bruno Benassuly, delegado da Polícia Federal
Foto: Cláudio Morais/Sejusp
“Houve um aumento das apreensões de armas de grosso calibre e do volume de entorpecentes, e a partir desse ano foi identificado o conflito entre dois grupos criminosos no estado. Com isso, cruzamos dados para instaurar as investigações buscando, não apenas a autoria de crimes já executados, como também a identificação dos mandantes desses crimes”, detalhou Benassuly.
Força Integrada contra o crime
Participaram das diligências os batalhões de Operações Especiais e de Força Tática da Polícia Militar do Amapá (PM-AP), além de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amapá (MP-AP).