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Governador Clécio acompanha áreas atingidas pela cheia do Araguari e garante apoio às famílias: 'trabalho em tempo real para que nada falte'

Jornal O Amapá | 19/05/2026

Governador Clécio acompanha áreas atingidas pela cheia do Araguari e garante apoio às famílias: 'trabalho em tempo real para que nada falte'
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O Governo do Amapá presta assistência às 200 famílias atingidas pelas cheias da Bacia do Araguari, em Ferreira Gomes. Para reforçar o apoio integral do Estado ao município, o governador Clécio Luís, acompanhado do prefeito Alessandro Brazão, esteve pessoalmente nesta segunda-feira, 18, nas áreas alagadas para conversar com os moradores e acompanhar a situação de perto.

“Estamos aqui trabalhando em parceria, em tempo real, virando plantões para que nada do que seja necessário falte à população de Ferreira Gomes. A prefeitura e o Governo do Estado estão a postos. Embora algumas pessoas queiram distorcer os fatos, a verdade é que estivemos atentos desde o início, com toda a equipe mobilizada para atender a população e garantir que ninguém ficasse sem assistência”, afirmou Clécio.


Famílias desalojadas recebem assistência completa na Creche Municipal Sara Salomão
Foto: Ruan Alves/GEA

Seis famílias desalojadas estão abrigadas na Creche Municipal Sara Salomão e ao menos outras 150 tiveram as casas invadidas pela água de alguma forma. No alojamento, os moradores recebem apoio com alimentação, primeiros socorros, kits de higiene pessoal, dormitórios e colchões. A ação é coordenada pelas secretarias de Assistência Social do Estado e do município, com apoio da Defesa Civil.

“A gente agradece à Defesa Civil do Estado, que esteve aqui desde o primeiro momento em que acionamos, e também ao governador, com quem mantivemos contato desde o início. Estamos acompanhando a situação junto às usinas para monitorar a vazão defluente e, por isso, conseguimos agir de forma preventiva”, agradeceu o prefeito de Ferreira Gomes, Alessandro Brazão.


Moradora Darlice agradece apoio do Governo do Estado e da Prefeitura durante atendimento às famílias atingidas
Foto: Ruan Alves/GEA

Uma das famílias desalojadas foi a de Darlice Pantoja Barbosa, de 31 anos, mãe de três filhos - um de 13, 10 e outro de 4 anos. O marido trabalha e se desloca com frequência para outros municípios, por isso, não está presente neste momento. Lidando com a situação sozinha e tendo que transmitir segurança aos filhos, ela relata a importância do apoio recebido do Estado.

"Chegamos aqui e fomos bem acolhidos, não tenho do que reclamar. Sou muito agradecida a todas as outras secretarias que também estão envolvidas, na questão da alimentação, do atendimento médico. Muitas vezes, as pessoas frisam que o Estado não está de olho na gente, mas eles estão. A gente percebe eles fazendo o possível dentro do município, com o apoio da prefeitura”, disse Darlice.

A situação não é novidade para a doméstica e chega a representar um alívio diante do que viveu em 2015, quando perdeu tudo durante a última grande cheia registrada no município. Alojada na creche municipal, ela confessa que o corpo físico está ali, mas a cabeça permanece em casa e no desejo de retornar ao lar onde mora há mais de 12 anos, no bairro Matadouro, em Ferreira Gomes.


Foto: Ruan Alves/GEA

Cheias sob monitoramento

Pela manhã, o governador Clécio Luís esteve na sede da Defesa Civil, em Macapá, onde acompanhou em tempo real o monitoramento da situação. Os dados permitem acompanhar o aumento da intensidade das chuvas, prever níveis pluviométricos e, em conjunto com as hidrelétricas, medir a elevação dos reservatórios para ajuste da vazão. As informações apontam que os alagamentos foram provocados pela combinação de três fatores:

  1. O aumento do volume de chuvas, com registros superiores a 100 milímetros por dia nas cabeceiras dos rios;
  2. A necessidade de ampliação da vazão dos reservatórios das três hidrelétricas da região; 
  3. A maré lançante da lua nova, que dificulta o escoamento da água ao represar o fluxo na parte final do rio.


Áreas de Ferreira Gomes seguem afetadas pela cheia do Rio Araguari e recebem monitoramento contínuo
Foto: Ruan Alves/GEA

A maré de maior intensidade já passou, registrada no sábado, 16 de maio, e a tendência é que a força da lua e da lançante diminuam nos próximos dias. Apesar disso, ainda há previsão de aumento das chuvas nas cabeceiras dos rios Araguari e Amapari, além do Cupixi e outros afluentes, o que mantém o cenário de atenção.

Diante das previsões, as hidrelétricas estão aumentando novamente a vazão dos reservatórios como medida preventiva. O nível já operava em situação de emergência, acima de 3.500 metros cúbicos por segundo. A vazão chegou a ser reduzida entre a segunda e terça-feira, 17 e 18, mas precisará ser elevada novamente para garantir maior controle dos reservatórios diante do volume de água esperado nas cabeceiras dos rios.


No alojamento, os moradores recebem apoio com alimentação, primeiros socorros, kits de higiene pessoal, dormitórios e colchões
Foto: Ruan Alves/GEA

Mais capacidade de resposta

A Defesa Civil, antes ligada ao Corpo de Bombeiros, foi transformada em órgão autônomo pela atual gestão e elevada à condição de secretaria de Estado. Com isso, passou a contar com coordenação própria, além de orçamento e estrutura independentes. A mudança fortaleceu a atuação do órgão, tanto no trabalho preventivo quanto na pronta resposta a qualquer fenômeno que ocorra no estado do Amapá.