Foram 290 cirurgias ortopédicas no HE, em setembro
O Hospital de Emergências (HE), em Macapá, realizou 290 cirurgias ortopédicas em setembro deste ano, nove a mais que no mesmo mês de 2025, quando foram registrados 281 procedimentos. No mês passado, ao todo, a unidade promoveu 540 cirurgias de diferentes especialidades, garantindo resolutividade aos casos. Os resultados refletem a importância dos investimentos do Governo do Amapá na organização dos serviços e no fornecimento regular de materiais, medidas que contribuem para dar mais agilidade ao atendimento e ampliar a capacidade de resposta do hospital aos pacientes que precisam de intervenção cirúrgica.
A demanda por ortopedia é impulsionada principalmente pelos acidentes de trânsito, com destaque para as ocorrências envolvendo motocicletas. Também estão entre as causas frequentes os acidentes de trabalho com ferramentas como “maquitas” e as quedas de pessoas idosas, que podem provocar fraturas mesmo em situações aparentemente simples.
“Hoje, o nosso problema número um, acho que em acidentes no Brasil, não só em Macapá, é a moto. Então, nós temos uma quantidade muito grande de acidentes de carro, de motos, e os nossos casos mais graves são de motos”, explica o ortopedista do HE Edinaldo Matos, ao avaliar os fatores que elevam a procura pela especialidade.
Celeridade
A experiência de quem chega à unidade após um acidente mostra a importância do atendimento. Aos 31 anos, Amanda Cristina Pereira foi vítima de um acidente de trânsito na sexta-feira, 9, quando seguia de motocicleta. Segundo seu relato, uma passageira abriu a porta de um carro sem observar o retrovisor, atingindo a motociclista e provocando uma fratura no braço esquerdo. Ela recebeu socorro e foi encaminhada ao HE, onde passou por avaliação e exames de imagem.
“Cheguei por volta das 13h pelo Samu; já fizeram os exames de imagem e aguardo aqui a consulta com o ortopedista para saber da necessidade de operar”, contou Amanda Cristina. Três dias após o acidente, já está em casa, agora sob os cuidados da família.
“Hoje o tempo de espera médio é de 48 horas, no máximo, para casos de urgência. Para as emergências, o atendimento e a resolução são imediatos”, afirma Edinaldo Matos. A organização do serviço e a regularidade no fornecimento de materiais contribuem para dar mais agilidade à assistência e reduzir o tempo entre a chegada do paciente e a realização da cirurgia.