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Divulgar violência contra a mulher na imprensa

Jornal O Amapá | 02/09/2026

Divulgar violência contra a mulher na imprensa
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O Governo do Estado realizou, no auditório da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o encontro "A comunicação da violência contra a mulher nos veículos de imprensa". A programação finalizou a campanha Amapá Lilás reunindo jornalistas, assessores de comunicação e servidores da segurança para debater o impacto da cobertura midiática no combate aos crimes de gênero e o papel da imprensa em incentivar denúncias.

A mediadora do debate, secretária de Comunicação (Secom) Ana Girlene, destacou a relevância de tratar o tema com responsabilidade social e destacou indicadores que comprovam o impacto dos mecanismos de proteção no estado.

"Nos últimos três anos, nenhuma mulher vítima de feminicídio no Amapá tinha medida protetiva em vigor. Esse dado demonstra com clareza a efetividade das ações do Estado e reforça o quanto a informação precisa chegar até a população para que essas mulheres alcancem a rede de apoio", enfatizou a gestora.

A atuação ostensiva da segurança pública foi detalhada pela 1ª tenente da Polícia Militar do Amapá (PMAP), Tatiane Ferreira, subcoordenadora da Patrulha Maria da Penha e especialista no atendimento a vítimas de violência. 

"A Patrulha Maria da Penha acompanha atualmente mais de 6 mil mulheres protegidas por medida protetiva no Amapá. A presença ativa da fiscalização e o suporte contínuo garantem que a decisão judicial seja cumprida e que a mulher acesse serviços de cidadania e sinta segurança para reconstruir sua vida", pontuou a tenente.

A consolidação de políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à transversalidade no atendimento foi abordada pela secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Simone Palheta. "O enfrentamento à violência requer articulação constante entre a gestão pública, o sistema de justiça e a sociedade. Precisamos fortalecer a educação e a cultura para rompermos o ciclo de violência ainda na base, combatendo frontalmente a cultura patriarcal", frisou.

Com ampla experiência na imprensa regional e no ensino de jornalismo, a professora universitária e jornalista Aline Ferreira discutiu a responsabilidade ética dos veículos de comunicação ao noticiar casos de agressão e feminicídio. "A imprensa tem um papel pedagógico essencial. A abordagem jornalística deve humanizar a vítima, evitar a espetacularização e orientar a sociedade sobre os canais de denúncia”.