Jornal O Amapá

Geral

Ações de combate à vassoura-de-bruxa em comunidades tradicionais do Amapá são apresentadas na COP30

Jornal O Amapá | 19/11/2025

Ações de combate à vassoura-de-bruxa em comunidades tradicionais do Amapá são apresentadas na COP30
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Governo do Estado segue com uma programação intensa no estande do Amapá na COP30 até 21 de novembro, em Belém (PA). A programação conta com painéis voltados à juventude, empreendedorismo, desenvolvimento sustentável e cultura. O destaque da terça-feira, 18, foi a apresentação sobre o combate à vassoura-de-bruxa em comunidades tradicionais do Amapá.

O painel sobre o tema destacou a execução do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural aos Povos Indígenas, o Ater Indígena, no município de Oiapoque. De acordo com o diretor-presidente do Amapá Terras, Jorge Rafael, o momento foi oportuno para reforçar a necessidade de governos focarem em políticas sustentáveis como prioridade para evitar problemas ambientais e sociais.


Diretor-presidente do Amapá Terras, Jorge Rafael
Foto: Márcia do Carmo/GEA

“Precisamos unir esforços e investimentos para soluções que possam eliminar e controlar essa praga que muito afeta as nossas comunidades indígenas e quilombolas e gera impactos na economia familiar”, enfatizou Rafael.

O Governo do Amapá já participa de painéis sobre o assunto, especialmente em conter o avanço da praga, já que é um fungo que se propaga de maneira muito fácil e é de difícil controle.

Desde 2024, o estado intensifica o combate à praga vassoura-de-bruxa, que ameaça áreas produtoras de mandioca em oito municípios do estado. Onde há foco da doença, são reforçadas as medidas como o reforço das barreiras sanitárias, mobilização de equipes técnicas para as regiões mais afetadas e o lançamento, em breve, de um aplicativo inédito voltado ao monitoramento das áreas contaminadas.


Manivas (folhas) afetadas pela vassoura-de-bruxa
Foto: Arquivo Secom

A praga traz impactos nas regiões rurais, especialmente às roças amapaenses, afetando diretamente a subsistência de muitas famílias. Umas das comunidades mais afetadas são as indígenas. Para a secretária dos Povos Indígenas do Amapá, Sonia Jeanjaque, apresentar esse programa na COP30 da visibilidade aos povos tradicionais.


Sonia JeanJacque (vestido) com representantes do desenvolvimento rural
Foto: Márcia do Carmo/GEA

“Essa política pública voltada para as comunidades indígenas auxilia no fortalecimento dos conhecimentos tradicionais desses povos agregando os conhecimentos técnicos dos não indígenas e melhorando nossa qualidade de vida. Tudo sendo possível graças a política implementada pelo Governo do Amapá”, enfatizou a secretária Sônia Jeanjaque.

A programação do estande segue até esta quinta-feira, 20, com uma série de painéis, exposições e atividades culturais que abordam temas como inovação, sustentabilidade, políticas climáticas, economia verde, manejo florestal, agricultura familiar e juventudes. A agenda reúne governo, academia, startups e comunidades tradicionais, ampliando o diálogo sobre o futuro da Amazônia.